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Sumário

De Commodity a Referência: O Caminho do Posicionamento

De commodity a referência, o caminho do posicionamento

5. Construção da Identidade da Marca

A identidade da marca é o conjunto de elementos que dá forma visível, verbal e simbólica a uma marca. Ela é o que transforma uma empresa de “apenas mais uma” em algo reconhecível, memorável e com personalidade própria.

Se o posicionamento define o lugar que a marca ocupa na mente das pessoas, a identidade é como essa marca se apresenta ao mundo para sustentar esse lugar.

Uma identidade bem construída:

Cria reconhecimento imediato

Gera conexão emocional

Transmite profissionalismo e confiança

Diferencia a marca da concorrência

Dá coerência a toda comunicação

Ela se expressa em três dimensões principais:

Forma (visual), Voz (verbal) e Expressão (comportamental e simbólica).

5.1 Forma, Voz e Expressão

Toda marca forte comunica em três níveis:

Forma: como ela parece (visual)

Voz: como ela fala (verbal)

Expressão: como ela age e se comporta (experiência, atitude, postura)

Esses três níveis precisam estar alinhados ao posicionamento estratégico da marca.

Uma marca que se posiciona como moderna, mas fala como burocracia antiga, quebra a confiança.

5.2 Naming (Nome da Marca)

O nome é um dos ativos mais importantes da marca. Ele deve:

Ser fácil de lembrar

Ser fácil de pronunciar

Ter boa sonoridade

Não gerar interpretações negativas

Preferencialmente ser único ou distintivo

Funcionar no domínio, redes sociais e registro

Tipos de nomes:

Descritivos: explicam o que a empresa faz (ex: General Motors)

Sugestivos: sugerem uma ideia ou benefício (ex: Instagram)

Abstratos: não têm significado direto (ex: Google, Kodak)

Acrônimos: siglas (ex: IBM, HP)

Neologismos: palavras inventadas (ex: Spotify)

Um bom nome não precisa explicar tudo — ele precisa ser memorável e carregável de significado com o tempo.

5.3 Slogan e Tagline

O slogan ou tagline é a frase curta que resume a essência, promessa ou posicionamento da marca.

Funções:

Reforçar o posicionamento

Fixar uma ideia central na mente do público

Diferenciar da concorrência

Criar associação emocional

Exemplos de funções de slogan:

Promessa: “Just do it”

Posicionamento: “Think different”

Benefício: “A cerveja que desce redondo”

Identidade: “O banco do Brasil”

Um bom slogan é simples, curto, memorável e alinhado à estratégia.

5.4 Identidade Visual

A identidade visual é o sistema gráfico que representa a marca visualmente em todos os pontos de contato.

Ela não é só um logotipo — é um conjunto de regras visuais que cria consistência e reconhecimento.

Ela inclui:

Logotipo

Cores

Tipografia

Formas gráficas

Ícones e padrões

Estilo de imagens e ilustrações

5.5 Logotipo, Cores e Tipografia
Logotipo

O logotipo é a assinatura visual da marca. Ele deve ser:

Simples

Legível

Versátil (funcionar pequeno, grande, colorido, preto e branco)

Distintivo

Atemporal (ou pelo menos durável)

Cores

As cores:

Criam reconhecimento rápido

Transmitem emoção e personalidade

Ajudam na diferenciação

Precisam ser consistentes

Exemplo de sensações comuns:

Azul: confiança, estabilidade

Vermelho: energia, urgência, paixão

Verde: natureza, saúde, crescimento

Roxo: criatividade, sofisticação

Amarelo: otimismo, atenção

Tipografia

A tipografia:

Define o “tom visual” da marca

Pode parecer séria, moderna, clássica, divertida, tecnológica, etc.

Precisa ser legível e consistente

Marca forte tem sistema visual, não apenas um desenho bonito.

5.6 Identidade Verbal e Tom de Voz

A identidade verbal define como a marca fala:

Formal ou informal?

Próxima ou institucional?

Técnica ou simples?

Inspiradora ou objetiva?

O tom de voz precisa ser:

Coerente em todos os canais

Alinhado com o público e o posicionamento

Reconhecível mesmo sem o logotipo

Quando você lê um texto e sabe de quem é sem ver a assinatura — isso é identidade verbal forte.

5.7 Storytelling da Marca

O storytelling é a história que dá alma à marca:

Por que ela nasceu?

Que problema ela combate?

Que causa ela defende?

Que transformação ela promete?

Toda boa história de marca tem:

Um conflito

Um propósito

Um herói (normalmente o cliente, não a empresa)

Um guia (a marca)

Pessoas não se conectam com empresas.
Pessoas se conectam com histórias, causas e significados.

5.8 Arquitetura de Marca

A arquitetura de marca define como as marcas e sub-marcas de uma empresa se organizam.

Principais modelos:

Marca única (monolítica): tudo usa o mesmo nome (ex: Google)

Endossada: sub-marcas com apoio da marca principal (ex: Nestlé KitKat)

Independente: marcas separadas (ex: P&G)

Isso afeta:

Estratégia de crescimento

Percepção do público

Custos de marketing

Clareza do portfólio

5.9 Manual da Marca (Brand Book)

O brand book é o documento que organiza e protege a identidade da marca.

Ele contém:

Conceito e posicionamento

Regras de uso do logotipo

Cores oficiais

Tipografias

Tom de voz

Aplicações corretas e incorretas

Diretrizes visuais e verbais

Função:

Garantir consistência

Facilitar crescimento da marca

Evitar distorções e uso errado

Profissionalizar a comunicação

Marca forte é consistência repetida ao longo do tempo.

6. Comunicação e Mensagem de Marca

Após definir o posicionamento e construir a identidade da marca, o próximo passo é colocar a marca em ação por meio da comunicação.

A mensagem de marca é a ponte entre o que a marca é e como o público percebe essa essência. É o que transforma valores e propósito em palavras, imagens e experiências.

6.1 O Posicionamento na Prática

O posicionamento estratégico define onde a marca quer estar na mente do público. Na prática, isso significa traduzir o conceito abstrato em comunicação clara, coerente e impactante.

Perguntas-chave:

O que queremos que as pessoas pensem sobre a marca?

Que emoções queremos despertar?

Como o público vai reconhecer nossa marca entre concorrentes?

Que tom de voz e estilo visual refletem nosso posicionamento?

Posicionamento só vale se for percebido pelo público — comunicação é o veículo da percepção.

6.2 Mensagem Central da Marca

A mensagem central é a idéia principal que resume a marca. É curta, direta e repetível em todos os pontos de contato.

Características:

Clara e objetiva

Diferenciadora

Memorável

Coerente com identidade e posicionamento

Exemplo de estrutura:

Quem somos

O que fazemos

Por que fazemos / Benefício para o público

Pense na mensagem central como a “bússola” de toda comunicação da marca.

6.3 Manifesto da Marca

O manifesto é a declaração emocional e inspiradora da marca. Ele vai além do racional e fala ao coração do público, mostrando propósito, valores e visão de mundo.

Funções do manifesto:

Conectar emocionalmente com o público

Inspirar colaboradores e parceiros

Fortalecer percepção de autenticidade

Diferenciar a marca de concorrentes

Exemplo: um manifesto de marca sustentável não fala só do produto, mas do impacto que a empresa quer gerar no mundo.

6.4 Storybrand e Narrativa

O StoryBrand é uma abordagem de marketing que usa estruturas de narrativa para engajar o público. A ideia central:

O cliente é o herói da história

A marca é o guia que ajuda o herói a superar desafios

Cada comunicação deve mostrar problema, solução e transformação

Benefícios da narrativa estruturada:

Clareza na mensagem

Maior conexão emocional

Direcionamento para ação do público

História bem contada = maior engajamento + memorização da marca.

6.5 Copywriting Institucional

O copywriting institucional é a escrita persuasiva que comunica identidade, valores e propósito da marca.

Dicas de copywriting institucional:

Use linguagem alinhada ao tom de voz

Construa textos que inspirem confiança e autoridade

Destaque benefícios emocionais e funcionais

Inclua chamadas para ação (CTA) quando necessário

Evite exageros ou promessas não cumpríveis

Cada frase institucional é uma oportunidade de reforçar a marca na mente do público.

6.6 Comunicação Emocional vs Racional

Toda marca comunica em dois níveis:

Emocional: valores, propósito, identidade, sentimentos

Cria conexão, lealdade e engajamento

Ex.: campanhas que contam histórias humanas, inspiradoras, motivacionais

Racional: produtos, serviços, benefícios concretos, funcionalidades

Conquista confiança e justifica a decisão de compra

O ideal é equilibrar os dois níveis, reforçando a marca de forma memóravel e persuasiva.

6.7 Consistência de Comunicação

A consistência é a base do reconhecimento de marca. Toda comunicação deve:

Manter mesmo tom de voz

Usar mesma identidade visual

Reforçar mensagem central

Ser coerente em todos os canais (site, redes sociais, anúncios, e-mails, produtos)

Uma marca inconsistente confunde o público e enfraquece seu posicionamento.

6.8 Branding no Conteúdo

O branding no conteúdo transforma informação em ferramenta de fortalecimento da marca:

Blog posts, vídeos e redes sociais devem refletir identidade e posicionamento

Conteúdo educativo, inspirador ou útil gera autoridade e engajamento

Cada material é uma oportunidade de reafirmar valores e diferenciais

Conteúdo de marca bem construído faz a marca ser lembrada como referência.

6.9 Branding em Anúncios

Nos anúncios, o branding precisa estar presente mesmo em formatos curtos:

Visual consistente com identidade da marca

Mensagem clara e alinhada à proposta de valor

Emoção combinada com benefício tangível

CTA que conecta percepção de marca à ação

Um anúncio não é só venda; é reforço de memória e posicionamento da marca.

7. Experiência, Jornada e Pontos de Contato

Uma marca não se constrói apenas com palavras, logotipos ou slogans. Marca é o que se vive, não o que se diz. Cada interação com a marca cria percepções, emoções e lembranças no cliente.

O branding aplicado de forma consistente em todos os pontos de contato garante que a promessa da marca seja sentida e vivida, fortalecendo o posicionamento e a lealdade.

7.1 Experiência do Cliente (CX)

A Experiência do Cliente (Customer Experience – CX) é o conjunto de todas as interações que o cliente tem com a marca, desde o primeiro contato até o pós-venda.

Elementos-chave:

Facilidade e clareza nos processos

Atendimento humano, ágil e empático

Surpresas positivas que superem expectativas

Coerência entre promessa e entrega

Experiência positiva gera memória afetiva e fidelidade; experiência negativa destrói reputação rapidamente.

7.2 Jornada do Cliente

A jornada do cliente representa o caminho que o público percorre desde o momento em que descobre a marca até se tornar cliente fiel.

Etapas típicas:

Descoberta / Awareness – cliente conhece a marca

Consideração / Evaluation – cliente avalia alternativas

Decisão / Purchase – cliente escolhe a marca

Uso / Experience – cliente vivencia o produto/serviço

Fidelização / Loyalty – cliente se torna defensor da marca

Mapear a jornada permite identificar oportunidades de impactar positivamente o cliente em cada etapa.

7.3 Touchpoints (Pontos de Contato)

Touchpoints são todos os pontos de contato entre cliente e marca. Eles podem ser:

Online: site, redes sociais, anúncios, e-mail marketing

Offline: loja física, embalagens, eventos, material impresso

Humanos: atendimento, suporte, vendedores, equipe de pós-venda

Cada touchpoint deve refletir identidade, tom de voz e valores da marca, criando consistência e reforço de percepção.

7.4 Branding no Atendimento

O atendimento é uma das experiências mais determinantes na percepção de marca.

Boas práticas:

Treinar equipe para comunicar valores e personalidade da marca

Ser ágil, empático e transparente

Transformar problemas em oportunidades de encantar o cliente

Garantir que tom de voz e postura estejam alinhados à marca

Atendimento bem-feito é marketing ativo, mesmo sem anúncios.

7.5 Branding no Pós-Venda

O pós-venda é crucial para consolidar a marca na memória do cliente.

Inclui:

Follow-up e suporte

Garantias e políticas claras

Programas de fidelidade ou recompensas

Comunicação de novidades e conteúdos relevantes

Uma marca que cuida do cliente após a compra cria defensores e gera boca a boca positivo.

7.6 Branding no Produto

O produto ou serviço é a expressão tangível da marca.

Qualidade e consistência reforçam confiança

Design, embalagens e usabilidade devem refletir identidade visual e valores

Funcionalidade e experiência de uso devem ser coerentes com a promessa da marca

Produto e branding caminham juntos: o produto é a marca materializada.

7.7 Branding no Ambiente (Online e Físico)

O ambiente em que a marca se manifesta impacta a experiência do cliente:

Online: site, redes sociais, aplicativos, e-commerce

Físico: loja, escritório, eventos, stands, vitrines

O espaço deve refletir personalidade, estética e valores da marca, proporcionando imersão e consistência.

7.8 Cultura Interna e Marca

A cultura interna é o que garante que a marca seja vivida de forma autêntica.

Colaboradores são embaixadores da marca

Valores e identidade devem ser vividos internamente

Programas de treinamento, engajamento e reconhecimento reforçam consistência

Equipe alinhada entrega experiências que correspondem à promessa da marca

Marca forte nasce de uma cultura sólida, não apenas de marketing externo.

8. Marca no Digital e nos Canais

O mundo digital transformou a forma como as marcas se conectam com as pessoas. Hoje, o posicionamento não é apenas comunicado, ele é percebido em cada canal, interação e conteúdo digital. Uma presença estratégica e consistente é fundamental para reconhecimento, autoridade e engajamento.

8.1 Presença Digital Estratégica

Ter presença digital vai além de estar online. É estar no lugar certo, com a mensagem certa, de forma consistente.

Elementos-chave:

Definir canais prioritários: redes sociais, e-mail, site, marketplaces, apps

Alinhar identidade e posicionamento em todos os canais

Integrar experiência online e offline (omnicanalidade)

Monitorar desempenho e ajustar estratégias

Uma marca pode ter milhões de seguidores, mas sem estratégia, não consegue reforçar seu posicionamento.

8.2 Redes Sociais e Construção de Imagem

As redes sociais são palco principal da percepção de marca hoje.

Boas práticas:

Conteúdo consistente com tom de voz e identidade visual

Postagens que reforcem valores, propósito e diferenciais

Uso de stories, vídeos e interações ao vivo para humanizar a marca

Engajamento com o público de forma autêntica e estratégica

Redes sociais não são só canais de venda; são instrumentos de branding e construção de reputação.

8.3 Site como Ativo de Marca

O site da marca é o principal ativo digital. Ele deve:

Ser claro, funcional e responsivo

Refletir identidade visual e tom de voz

Comunicar proposta de valor e diferenciais

Servir como hub de conteúdo, produtos e informações institucionais

Um site bem estruturado não é apenas presença digital; é uma extensão tangível da marca.

8.4 Conteúdo como Posicionamento

O conteúdo é a forma mais poderosa de reforçar o posicionamento digitalmente.

Tipos de conteúdo:

Educativo (posts, vídeos, guias, tutoriais)

Inspiracional (histórias, cases, citações)

Institucional (manifesto, valores, visão)

Promocional (lançamentos, ofertas, eventos)

Boas práticas:

Coerência com identidade e mensagem central

Frequência e regularidade

Adaptar formato ao canal e público

Cada peça de conteúdo é uma oportunidade de reafirmar a marca.

8.5 SEO e Autoridade

O SEO (Search Engine Optimization) transforma presença digital em autoridade percebida:

Conteúdo otimizado para palavras-chave relevantes

Estrutura de site clara e navegável

Links internos e externos de qualidade

Conteúdo que resolve dúvidas e necessidades do público

Uma marca que domina SEO é lembrada primeiro quando o público busca soluções.

8.6 Influência e Co-Branding

Marcas podem fortalecer seu posicionamento digital por meio de:

Influenciadores digitais: alinhados com valores e público

Parcerias e co-branding: marcas complementares que reforçam imagem

Campanhas colaborativas que ampliam alcance e credibilidade

Escolher parceiros certos é estratégico: reforça autoridade sem diluir identidade.

8.7 Comunidade e Audiência

Construir comunidade é criar um grupo de pessoas engajadas e alinhadas com os valores da marca.

Incentivar participação ativa (comentários, grupos, fóruns)

Compartilhar conteúdo que inspire diálogo e conexão

Valorizar defensores da marca e transformar clientes em advogados da marca

Criar senso de pertencimento e identidade coletiva

Audiência engajada é uma das maiores fortalezas da marca, pois reforça reputação e cria efeito de rede.